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domingo, 27 de outubro de 2013

''REMINISCÊNCIAS''




Ah! Se eu pudesse voltar a ver.
Ah! Se eu pudesse alcançar ...
Além,
Muito além ...

Atrás de todos os horizontes,
Aquele arrebentar de roseirais ...
.......................................................

Mocidade!
Minhas viçosas pétalas,
Cantando ou chorando ...
Mas,
Minhas esperas ...
Amontoadas rosas precipitando perfumes ...
Ali,
Mais além,
Já muito além!

Ah! Aquele arrebentar de roseirais!
Ah! Se eu pudesse alcançá-los!
Ah! Se eu pudesse voltar para ver.


Alvina Nunes Tzovenos
de ‘Busca de Infinitos’

domingo, 11 de novembro de 2012

''AO COMPASSO DE UM TANGO''




 
desperto-me em emoções espargidas,
poeira de velhos mundos

a dançar estrelas revividas. . .


abraço soluços do amar
entre sorrisos de águas
enamorados de som-luar. . .


num derramar-se de alma
há beijos florindo horizontes
sob olhares perdidos em calma. . .


e vestindo pedaços de infância
num cortejo de juventude ilusão
- breves sonhos!
ao embarcar nas distancias. . .


Mas, ao compasso de um tango,
eu ainda,
sonho, revivo e amo!



Alviana Tzovenos
In: Buscas de Infinitos

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

SEGMENTOS



E o homem seguiu entre guizos falsos.
Trazia no rosto uma sofreguidão de charcos.


Era noite
e os fantasmas enlouquecidos não o deixavam seguir.


Assim
andarilho de madrugadas
homem de silêncios fartos
ele se enfatizou.


Riscou de seu rosto a mascara da vida.


Continuava só
e só, continuava em sua busca viscosa.


Já não era mais ele quem fremia
na porta dos bares vazios.


Era a nostalgia de seu espectro
que buscava carnavais de sorrisos.


Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

SE PERGUNTAREM POR MIM



digam
-que as raízes de meus ventos dispersaram tantas quimeras
mas que os vendavais de meus dias não perderam ainda suas cores
-que o sol, o mar e as areias da praia fluem
em mim como os acordes de Debussy num fim de tarde
-que todos os azuis e os verdes, às vezes, me habitam
-que, às vezes, sou uma pobre noite sem estrelas puras
-que meus sonhos de tão vagos não encontraram
janelas e nem portas
-que minhas semeaduras se deixam queimar magras,
bem antes que o sol se ponha
-que na musica de tantos dias e noites encontrei
violinos desafinados
-mas que
na chuva, de tão cinza ao cair
descobri nela
toda uma gama de coloração
de vida
rasgando estradas novas em esperança.


Se perguntarem por mim. . .



Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo

sábado, 4 de julho de 2009

REENCONTRO COM O MAR



Lábios misteriosos de mar
num silêncio de caminhadas
encontram-me e dão-me as mãos.


Entre carícias de brisas
há um lamento súplica
de ondas amantes.


Ao imprevisto
envolvo-me
de mocidade sedução.


Dá-me a candura do anjo
e fala-me da consciência impura.


Quero
tua cor e teu som e tuas formas
e então amarei eternamente a vida
adormecida em teus braços.


Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo

DESCOMPASSOS



Baila sob a luz das estrelas.
Desata o fio de teus sapatos.
Deixa que o sol te beije de esperanças e risos.
Faze de tua vida
um hino ao beijar os olhos da manhã
uma harpa ao por os pés no ventre da noite
um rodopio de azuis, de conchas e de búzios.


Deixa que o vento brinque com teus pés
a chuva te beije ate se cansar
as flores e os verdes e os caracóis
enfeitem teus cabelos de verões.


Corre atrás da vida com ternura de criança
e canções plenas de paz
e com risos de palhaços
porque tudo, todos nos
brincamos de viver bem
sempre, sempre
num carrossel
no circo da vida.



Alvina Nunes Tzovenos
In: Palavras ao Tempo

domingo, 28 de junho de 2009

'CAMINHOS'


Trevas, luzes
caminhos ou descaminhos
de raízes mortas ou vivas.

Há gritos, sorrisos
perpetuando-se.

Há lembranças de fugas
de abismos
com ecos em estertores.

Há vozes em bocas de crianças
como pessegueiros
florindo após tanto sol.

E a vida
que era algas
descreveu orquestrações
fluiu intangível
descreveu elegias de amor.

Amou o amor na pureza das vagas
sem que as luzes fossem apagadas.


Alvina Nunes Tzovenos
in 'Palavras ao Tempo'